Cura é processo, escolha e entrega
Cura é processo
É escolha, mas também entrega
Às vezes pode parecer verão,
Há momentos que inverna
Pode haver lágrimas
Em outrora sorrisos
Pode agravar antes de melhorar
Desata nós
Da dor à libertação
Com a força da determinação
É um enfrentar as verdades
Dissecar as agruras
Abrir as portas da consciência
Quebrar as muralhas da tirania
Banir o auto julgamento
Despir-se das máscaras
Observar as negações
Rasgar os véus da ilusão
Aceitar os mares revoltos
Permitir-se fluir
Assumir responsabilidades
Nada fora, tudo dentro
É um convite a autossustentabilidade
Fortalecer da autonomia
Não é um caminho “fácil”
Que tal mudar o olhar?
Vale cada curva
Toda estrada, cada parada
Vão-se os medos
Dissipam-se traumas
Ainda que haja o caos externo
Vem a serenidade
Águas mansas e segurança
Equilíbrio e harmonia
Processo sem fim
A jornada continua
Mudam-se as camadas
O mergulho é mais profundo
Pequenas frestas e brechas
Pontos cegos
Vida vivida
Sentida
Fecunda e orgânica
Vital
Que tal?!
Silvana Mendes