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Vamos iniciar esta diferenciação por duas perguntas muito comuns:

Os Florais são homeopatias?

Definitivamente os florais não são homeopatias. São remédios feitos exclusivamente de flores, ou seja, são sistemas diferentes.

O tratamento com florais faz parte da homeopatia?

Não. Há uma diferenciação na fabricação e no tratamento com os florais. A administração com florais acontece assim: se a pessoa está com ódio, é dado um floral para despertar o amor; se está triste, para despertar a alegria, etc. No tratamento com a homeopatia, se a pessoa tem ódio, temos que descobrir a causa deste ódio e a substância que deve conter em sua Matéria Médica aquele tipo de ódio específico (se é um sentimento contra si mesmo, ou do pai, da mãe, de um chefe, do marido, contra a vida, etc.). O indivíduo tem que clarificar a consciência da origem do seu ódio para se harmonizar, não o esconder no inconsciente como a alopatia faz com remédios químicos.

Que tal compreender mais sobre cada um?

Quatro leis fundamentais são a base da homeopatia:

  • Experimentação no homem: o medicamento homeopático deve ser experimentado em pessoas sãs, a fim de se observar os sintomas que produz no organismo humano.
  • Lei de semelhança: é necessário administrar um remédio que produziu no homem os mesmos sintomas de que o enfermo padece.
  • Medicamento diluído e dinamizado: o medicamento homeopático deve ser diluído e dinamizado. Desta forma, ele perde matéria e ganha poder energético (dinâmico).
  • Medicamento único: um só medicamento deve corresponder à totalidade dos sintomas do paciente.

A perspectiva inteligente do dr. Bach sobre a doença é muito próxima da de Hahnemann, pois ambos acreditavam que a origem da doença não é material, visto que, para ambos, a causa geradora das desarmonias não são as bactérias, os vírus ou qualquer outro agente externo. Também perceberam que, para uma cura real, deve-se tratar o doente e não a doença, e que é relevante considerar todos os sintomas apresentados pelo paciente, inclusive a observância dos sintomas mentais e emocionais. No entanto, são as únicas semelhanças das duas terapias.

A principal diferença entre ambas é a forma como de fato é restaurado o equilíbrio do indivíduo. Na homeopatia, ocorre por meio de um medicamento semelhante à doença. Já na terapia floral ocorre pelas virtudes que se oporiam aos vícios da personalidade.

Em um de seus celebres discursos, dr. Bach afirmou:

“E assim, para uma cura completa, devemos usar não só os meios materiais, escolhendo sempre os melhores métodos que sejam conhecidos na arte da cura, como também nos esforçar ao máximo para eliminar qualquer falha em nossa natureza. Isso porque a cura final e completa vem, em última análise, de dentro de nós, da própria Alma, que, quando o permitimos, irradia harmonia por toda a personalidade. Desse modo, chegamos à compreensão de que não combatemos mais a doença com a doença; não opomos mais à enfermidade os produtos da enfermidade; não tentamos mais eliminar as moléstias com substâncias que podem causá-las – mas, pelo contrário, trazemos as virtudes opostas, que irão eliminar a falha. E a farmacopeia do futuro próximo conterá apenas os remédios que tenham o poder de trazer o bem, eliminando todos aqueles cuja única qualidade é resistir ao mal.” (SCHEFFER, 1995, 22 p.).

Outras diferenças notórias:

  • Para Hahnemann, a causa da doença seria o desequilíbrio da energia vital. Para Bach, a doença seria causada pelo conflito da personalidade com o Eu Superior.
  • Na homeopatia, o ponto de partida para se produzirem os medicamentos pode ser animal, vegetal, mineral, organoterápico; já na terapia floral, utilizam-se somente flores para obtenção dos remédios.
  • O homeopata prescreve somente um medicamento que deve tratar o paciente em sua totalidade; no entanto, na terapia floral, o terapeuta indica um composto com várias flores, um buquê.
  • O medicamento homeopático deve ser diluído e dinamizado durante movimentos repetidos, chamados de sucussão, enquanto que os remédios florais são diluídos, porém não são dinamizados.

“Não devemos dar atenção a interpretação que o mundo faz de nossos atos. Somente nossa alma é responsável pelo nosso bem, por nossa reputação.”

“A doença é o resultado do conflito entre a alma e a mente, e ela jamais será erradicada exceto por meio de esforços mentais e espirituais.”

(Dr. Edward Bach)

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